Com um ano de atraso, ainda em meio à pandemia do novo coronavírus, sem a presença de público e marcado por diversas restrições das autoridades sanitárias, o revezamento da tocha olímpica para os Jogos de Tóquio-2020 começou na quinta-feira, 25, na cidade de Fukushima, no Japão.

O ponto de partida do evento foi o National Training Center J-Village. O governo japonês quis usar a cerimônia como um marco de reconstrução da região, que fica ao norte do país e foi devastada há 10 anos após uma catástrofe nuclear que provocou 18.500 mortes. Em 11 de março de 2011 um terremoto, seguido por um tsunami, causou o derretimento do núcleo dos três reatores.

O Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio-2020 ressaltou o comprometimento em garantir a segurança do revezamento da tocha olímpica Tóquio-2020, tomando medidas para evitar a propagação de qualquer infecção entre os espectadores, portadores da tocha, funcionários e outros participantes do revezamento, bem como os residentes locais.

As cinco primeiras das 47 cidades pelas quais a chama olímpica passará são Fukushima, Tochigi (dias 28 e 29), Gunma (30 e 31), Nagano (1.º e 2 de abril) e Gifu (3 e 4). A tocha fará o seu caminho por cerca de 98% do território do Japão, antes de chegar ao seu destino final no estádio Olímpico, em Tóquio, em 23 de julho, dia da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos.

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