Mateus faz parte do grupo de dança DF Zulu Breakers

A novidade dos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris, também é novidade dos Jogos Universitários Brasileiros de 2022. O breaking, que foi criado nos anos 70, é uma aposta que promete ser sucesso. Popularmente conhecido como break dance - estilo de dança que teve o James Brown como um dos seus precursores - o breaking foi aderido às Olimpíadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) na tentativa de atrair a audiência dos jovens para a competição. O skate e o surf são exemplos que deram certo durante as Olimpíadas de Tóquio. 

Nos JUBs, a modalidade está presente com quatro representantes no feminino e cinco no masculino, na categoria de batalha 1vs1 - um por um, competindo entre si. Cada breaker se apresenta para os juízes que, ao final de cada rodada, escolhem como vencedor o participante que obtiver mais votos. As rodadas duram até que existam apenas dois dançarinos para travarem a batalha final. 

O atleta Mateus Cardoso é um dos que integram o time de participantes do breaking na competição, e tem grandes chances de representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris. Ele é atleta do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (Uniceplac) e está no sétimo período de educação física. Desde criança, pratica a modalidade influenciado pelo pai. Em novembro deste ano, ele vai participar da seletiva para os Jogos Olímpicos.

Mateus faz parte do grupo de dança DF Zulu Breakers, que fez uma apresentação na cerimônia de abertura dos JUBs Brasília 2022. “As pessoas que mais pontuarem nas competições e ficarem no top 8 vão estar na seleção. Os JUBs vão me ajudar porque vale como pontuação e também para o Bolsa Atleta. Então isso pode me ajudar a focar mais nos treinos”, explica. 

Para julgar qualquer modalidade, são necessários critérios. Dentro do breaking, Mateus conta como a dança precisou ter um padrão para ser avaliada como modalidade olímpica. “A gente foca muito na questão de corpo, alma e mente. No caso físico, a criatividade, que é alma, e a musicalidade, que é a mente. A gente trabalha essas três pontas, que são as mais fortes do breaking e os jurados vão estar avaliando essa parte. Precisamos focar bastante na música, na cultura, na expressão cultural e no físico. Quando a gente vai se apresentar, precisamos defender o nosso estilo, e hoje eu sou influenciado pelo hip hop, balé contemporâneo e capoeira. Para isso, eu treino todos os dias, à noite, e tento conciliar os treinos com o horário da faculdade. ”, conta. 

A presença do breaking tanto nas Olimpíadas, como nos JUBs, reforça que o break dance - até então considerado apenas um movimento cultural da periferia - cresce e ganha respeito enquanto esporte. “O breaking sempre foi marginalizado. Hoje, eu sou chamado de atleta e isso é algo novo para mim, é um tratamento que eu não estava acostumado. Aqui, nos JUBs, estamos recebendo todo um cuidado, que é impossível recebermos isso em qualquer outro evento cultural que eu participe”, destaca.


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